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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

PLURIATIVIDADE EM MOÇAMBIQUE



Fernando de Barros Pinto
Joana D'arc Feitosa
Natália Guimarães
Alana Rodrigues
J. Wilson N. de Souza
Eliene Campelo

A pluriatividade é uma condição característica das famílias rurais, que desenvolvem outras atividades como uma opção que complementa a renda, sendo uma atividade agrícola ou não.
Em Moçambique houve alguns período marcantes na pluriatividade. No período de 1890 à 1930 as famílias mantinham um dos filhos na atividade agrícola e na mantinha uma atividade econômica mais importante: carpintaria ou marcenaria.
De 1930 à 1970 as famílias começaram a mudar a estratégia que ficou em: 1. Atividade agrícola como forma social de reprodução do grupo, o salário do filho sucesso como fonte de investimento na produção; 2. Família com dupla atividade pela necessidade de complementar a renda e ou manter o patrimônio fundiário; 3. Privilegiar a formação dos filhos longe do campo através do trabalho assalariado.
De 1970 até a atualidade a pluriatividade ou ANA – Atividades Não Agrícolas começam a ser praticadas como alternativa de vida, possibilitando o resgate de valores rurais pela população urbana. A sociedade local passa a ser sustentada pela pluriatividade, tal situação favorece a manutenção da população no campo.
Existem poucas referencias sobre os trabalhos e debates em torno do ANA – Atividades Não Agrícolas, que são definidos pelo termo – Pluriatividade. Nos debates acadêmicos, políticos e diversos estudos, em Moçambique tratavam de forma específica o ANA – Atividades Não Agrícolas e outras designações conforme cada forma de manifestação. O que demonstra que as famílias rurais, especificamente, são dotadas de diferentes decisões estratégicas, para distribuição das atividades e aquisição de rendimentos adicionais dos seus membros.
Se anteriormente a pluriatividade era apenas explicada por uma estratégia das unidades familiares singularmente, percebe-se que hoje faz parte de um quadro das políticas públicas.



Referência Bibliográfica: 

CHAMBE, Maria Albertina Gomes Chale. ABORDAGEM TEÓRICA EM TORNO DA PLURIATIVIDADE: AS DIVERSAS FORMAS DE MANIFESTACAO NAS REGIÕES RURAIS DE MOÇAMBIQUE. Disponível em: <http://www.inagrodf.com.br/revista/index.php/SDR/article/ viewFile/103/96>. Acesso em: 23 jul. 2013.


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Moçambique: Comunidades Rurais e Urbanas

Fernando de Barros Pinto
Joana D'arc Feitosa 
Natália Guimarães
Alana Rodrigues
J. Wilson N. de Souza
Eliene Campelo

Pode-se definir Comunidade Rural como sendo um local onde um grupo de pessoas se desenvolve e vive no campo, longe e afastado dos centros urbanos. Já a Comunidade Urbana pode ser definida como um local onde um grupo de pessoas se desenvolve e vive na cidade, centro urbano, longe e afastado do campo.
Em Moçambique, as comunidades rurais constituem a maioria dos moçambicanos, cerca de 70% da população vive em comunidades rurais, e apenas 30% vive em comunidades urbanas.
As comunidades rurais vivem basicamente da agricultura e criação de gado. Moçambique é um país agrícola, as comunidades rurais praticam como atividade principal uma agricultura doméstica/familiar que é responsável pela maior parte das culturas alimentares. Ainda resiste muito nas comunidades rurais, a questão da passagem de saberes pelos mais velhos e o conhecimento local. Se acontece alguma coisa na comunidade, ou se existe alguma dúvida quem poderá ter a resposta são os mais velhos, eles fazem o papel de professores, se no local não existir.
O conhecimento local, é aquele sobre a terra que vários agricultores sabem, transmitido socialmente ao longo do tempo, construído a partir da observação, da repetição e da cadência de fenômenos, e baseando a ação e a pequena prevenção.
Tem se visto hoje em dia a implantação de vários projetos que atuam nos sectores de agro-negócios, turismo e mineração nas zonas rurais. Tais projetos começam a agravar a situação de pobreza, carência e vulnerabilidade das comunidades rurais, pois a maior parte das promessas feitas em alegadas “consultas comunitárias”, está a ser simplesmente ignorada, perante o olhar das autoridades. As suas práticas alimentam um sistema corrupto, beneficiando-se das falhas existentes na implementação das leis em vigor no País e agravando, deste modo, as condições de vida já precárias da maioria das comunidades rurais. Sem contar, que as pessoas das comunidades rurais começam a migrar para os centros urbanos, a procura de melhores condições de vida, o que diminui a mão de obra no campo.
Nas comunidades urbanas, a proporção da população é calculada em 36 por cento. Três quartos desta população é composta de residentes informais. Os pobres urbanos, principalmente nos arredores das cidades, sobrevivem da agricultura de subsistência ou do trabalho temporário. Os esforços governamentais para reduzir desigualdades sociais tiveram êxito. De 1997 a 2003, a pobreza baixou em todo o país de 70 por cento a 54 por cento. Porém, a migração contínua para as cidades ofuscou este resultado nas zonas urbanas. Em Maputo, por exemplo, as taxas de pobreza, na verdade, aumentaram de 67 por cento a 70 por cento.
Em Moçambique, as cidades tendem a melhorar em todas as referências estatísticas comparativamente às zonas rurais. Embora as cidades tenham os seus próprios assuntos, grandes e complexos, elas tendem a estar em vantagem na avaliação dos indicadores de saúde básica, educação, renda e gênero. O lado negativo é que a desigualdade de renda é também bastante mais alta nas zonas urbanas. Assim, enquanto as cidades no geral tendem a ultrapassar as zonas rurais, há uma proporção significativa de populações urbanas cujas condições de vida são piores que as suas contrapartes rurais.
Pode-se então concluir a partir disto tudo que tanto a zona rural, como a zona urbana está numa situação de pobreza. Apenas Maputo e Beira, que são as maiores cidades de Moçambique se encontram 3 vezes melhor que as outras cidades e distritos do país.

Referências
- NGUIRAZE, André Camingara; AIRES, Jussara Danielle Martins. Moçambique: processos de participação das comunidades rurais no desenvolvimento local. In : Revista IdeAS – Interfaces em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade, Rio de Janeiro – RJ, v.5. n° 1, p. 30 - 65, 2011.
- Perfil do sector urbano em Moçambique. Disponível em: <http://www.unhabitat.org>. Acesso em 07 de Abril de 2012.

- COELHO, João Paulo Borges. Estado, Comunidades e Calamidades Naturais no Moçambique Rural. Disponível em: <http://www.ces.uc.pt/emancipa/research/pt/ft/clima.html>

- Mega-projectos estão a agravar pobreza nas comunidades rurais. Disponível em: <http://www.canalmoz.co.mz/hoje/20119-mega-projectos-estao-a-agravar-pobreza-nas-comunidades-rurais.html> Acesso em 07 de Abril de 2012.

domingo, 4 de agosto de 2013

Guiné-Bissau: Características Geográficas

Natália Guimarães
Alana Rodrigues
J. Wilson N. de Souza
Eliene Campelo
Fernando de Barros Pinto
Joana D'arc Feitosa 

O país de Guiné-Bissau está localizado na parte ocidental da África, possui uma área de 36.125 km² e faz fronteira com Senegal, Republica de Guiné e o oceano Atlântico.
O país tem uma área de baixa altitude, sendo este formado por áreas de savanas no interior e o litoral por planícies pantanosas. Em relação ao clima, o país apresenta clima tropical, apresentando assim características típicas dos países tropicais, sendo este quente e húmido, possui duas estações, a de chuva e a estação seca.
Em relação ao relevo, identificam-se três regiões, a continental que possui planícies baixas, em forma de estuários, e zona planáltica interior pouco elevada, a região de transição no centro, caracterizada por planaltos ondulados e a zona de planalto e de colinas localizada na Região Gabú – Boé.
Os solos de Guiné-Bissau destacam-se em três tipos principais: os ferralíticos e ferruginosos tropicais, os lícitos e litosolos e os hidromórficos continentais, sendo esse ultimo considerado os melhores solos da África.
Guiné-Bissau dispõe de vários rios, nos quais os principais são o Rio Cacheu, o Rio Geba, o Rio Corubal, o Rio Tombali, o Rio Cumbija e o Rio Cacine, a maioria são penetrados pelas aguas do mar, muitos deles são usados para navegação. Alguns ainda são usados como reservatórios de agua doce, utilizados para o abastecimento das populações. Os rios no país são de grande importância também para a alimentação, uma vez que grandes quantidades de peixes são extraídas para tal atividade, outro fator importante é a utilização dos rios para as produções agrícolas e a exploração energética.
Em Guiné-Bissau a agricultura é à base da economia do país, isso pelo peso que ela desenvolve na economia nacional e também no consumo da população.  A área favorável às atividades agrícolas é referente a uma 1.100.000 hectares, o que representa um terço da área total do país.
Das culturas produzidas no país as principais são as de arroz, amendoim, mandioca, milho, sorgo, batata doce, entre outros. Tendo ainda as culturas destinadas ao comercio como as castanhas de caju, amendoim de palmeiras, frutas tropicais, entre outras (Plano de Acção dos PMA, pag. 8, 2000).

Referencias:
Portal: Guiné-Bissau. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Portal:Guin%C3%A9-Bissau>.  Acesso em 08 de julho de 2013.

 Características Geográficas e Climáticas. Disponível em: <http://www.didinho.org/caracteristicasgeograficaseclimaticas.html>. Acesso em 08 de julho de 2013. 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Moçambique: geografia e História

J. Wilson N. de Souza
Eliene Campelo
Fernando de Barros Pinto
Joana D'arc Feitosa 
Natália Guimarães
Alana Rodrigues
Situada no Sudoeste da África, mais propriamente na costa oriental encontra-se Moçambique. Banhado pelo Oceano Índico e fazendo limites com a Tanzania, Malawi, Zambia, Zimbabwé, África do Sul e Swazilandia.
De acordo com o censo de 2007, Moçambique tinha aproximadamente uma população de 20.579.225, o que nos dias atuais já deve chegar na casa dos 23.515.934.
Historicamente, sabe-se que Moçambique foi colonizada por Portugal, e que o mesmo extraiu riquezas da terra, e muito provavelmente degradou o solo. A penetração mercantil  começou com o Ouro, passando pelo Marfim e terminando com os escravos. O interesse foi tão grande que Portugal, depois de um tempo colocou em Moçambique companhias privadas que se dedicavam a agricultura, exploração mineira e construção de vias rodoviárias e ferroviárias, usando sempre mão de obra dos escravos. Após a independencia Moçambique herdou uma estrutura económica que separava o Norte e o Sul do país, e o campo e a cidade, sendo o Sul e a cidade mais desenvolvidas que o Norte e o campo.
Geograficamente, o clima predominante é  tropical e húmido, e a época chuvosa ocorre entre os meses de Outubro e Abril.
Falando do relevo, a metado norte é um grande planalto, com uma pequena planície costeira, e no interior faz limite com maciços montanhosos, enquanto a metade sul é uma larga planície, coberta por savanas e cortada pelo vale de vários rios. O território é constituído em cerca de 45% de planícies, e 13% constituindo zonas montanhosas.
O solo é bastante rico e variável, na parte meridional é arenoso avermelhado ou branco (possivelmente derivados de areias marinhas antigas não consolidadas); na zona central o solo é argiloso escuro; na região a norte pode-se encontrar em intervalos de formações montanhosas solos leves e escuros, e novamente avermelhados.
A rede hidrográfica do país é composta por mais de 50 rios, onde podemos citar o rio Zambeze, Limpopo e Rovuma.
Hoje em dia um dos principais problemas que afecta o país, é a migração dos povos do campo para a cidade, deixando de lado as comunidades rurais e se adentrando cada vez mais nas urbanas, tema da próxima postagem.

Referencias:
- Resumo Histórico. Disponível em: < http://www.portaldogoverno.gov.mz/Mozambique/resHistorico> Acesso em 01 de Julho de 2013.
- Moçambique. Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Mo%C3%A7ambique> Acesso em 01 de Julho de 2013.
- Moçambique. Disponível em: < http://www.infopedia.pt/$mocambique> Acesso em 01 de Julho de 2013.
- Geografia de Moçambique. Disponível em: < http://imigrantes.no.sapo.pt/page2mocGeo.html> Acesso em 01 de Julho de 2013.




Caracterização da Agricultura em Moçambique

J. Wilson N. de Souza
Eliene Campelo
Fernando de Barros Pinto
Joana D'arc Feitosa 
Natália Guimarães
Alana Rodrigues


A produção agrícola moçambicana é realizada por dois setores: o empresarial e o familiar. As províncias do centro e norte têm maior potencial agrícola que outras áreas do país, solos mais férteis, chuvas abundantes e geralmente produzem excedentes agrícolas. No sul do país o clima é mais seco, o solo é ruim e desastres naturais como enchentes e secas são ocorrências periódicas. Junto com as comunidades costeiras que sofrem de isolamento extremo, essas são as áreas mais pobres do país. Em Moçambique a maior porcentagem da população vive na zona rural (70%) dedicando-se exclusivamente à agricultura familiar caracterizada por pequenas propriedades que cultivam menos de 5 ha. Este setor detém cerca 99% das unidades agrícolas e ocupam entre 90% a 95% de toda área cultivada do país. Em 2005 estas propriedades totalizavam 3.090.197 unidades, as médias e grandes propriedades, por sua vez, totalizavam 37.296 e 429 unidades respectivamente.
A pobreza em Moçambique, embora reduzido de 70% em 1997 para 54% em 2003, ainda é um problema grave e fenômeno predominantemente rural, 80% da população pobre dos pais está na zona rural, esta população, como já dito, vive principalmente de atividades agro-silvo-pastoril de pequena escala. A agricultura constitui a principal fonte de alimento e renda das famílias, agricultores e pescadores geralmente produzem o suficiente para atender às necessidades básicas de alimento de suas famílias, tendo em alguns casos um pequeno excedente para venda. A renda do cultivo e da pescaria é insuficiente e a maioria da população rural sobrevive no nível da subsistência. Da diversidade de produtos alimentares destacam-se o milho (80% das explorações) e a mandioca (71% das explorações). Acerca da produção animal sabe-se que apenas 3,3% das pequenas propriedades têm gado, 71% criam galinhas, 27% caprinos, 16% suínos e cerca de 11% utilizam tração animal. O corte de lenha e estacas são produtos florestais de 46% e 30% das pequenas e médias propriedades respectivamente.
Dos meios de produção e serviços apenas cerca de 11% das pequenas propriedades irrigam, 3,7% usam fertilizantes, 6,7% utilizam pesticidas e 16% aproximadamente contratam mão de obra. Dados de 2005 mostram que apenas 2% das famílias vacinaram galinhas (criação dominante em todas as regiões do país), 3% vacinaram outros animais, enquanto menos de 3% receberam assistência técnica. Os serviços de extensão são limitados, dos 128 distritos do país apenas 55 estão cobertos por serviços públicos. Apesar do esforço que estes serviços recebem da contribuição de ONGs a sua cobertura é relativamente fraca.

SITOE, Tomás A. AGRICULTURA FAMILIAR EM MOÇAMBIQUE ESTRATÉGIAS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Maputo, Junho de 2005.

SAMBO, B. ESTRATÉGIAS DE DESENVOLVIMENTO RURAL: SUCESSOS E RETROCESSOS. www.booksambo.net, Maputo, 2008.

FIDA. HABILITAR OS POBRES RURAIS A SUPERAR A POBREZA EM MOÇAMBIQUE. <www.ifad.org>, maio 2010.


SAMBO, B. EXTENSÃO RURAL: UM ESTUDO DE CASO NO DISTRITO DE MAGUDE. Trabalho para obtenção do grau de licenciatura em Sociologia, Universidade Eduardo Mondlane, Maputo 03. 09. 2003.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

As mudanças que ocorreram no meio natural de Guiné Bissau em diferentes períodos históricos

Alana Rodrigues Bernardo
Antonia Natália Silva Guimarães

O período colonial foi caracterizado por uma exploração desenfreada de alguns recursos naturais e, sobretudo dos recursos da biodiversidade. Foi neste que começaram a aparecer as grandes monoculturas de mancara, em algumas regiões os solos foram degradados, florestas nativas desapareceram por conta das praticas de atividades de monocultura nessas regiões. Um exemplo é a ilha de Bolama, que era caracterizada pelas suas florestas e pela presença de animais tais como o elefante, que hoje é considerado uma espécie quase extinta na Guiné-Bissau.

A guerra de libertação ocasionou a degradação de alguns recursos principalmente ás florestas, que eram atingidas por bombas e napalm (liquido inflamável), por essas servirem de esconderijo para os guerrilheiros. Como efeito da guerra algumas áreas tornaram-se completamente estéreis devido ao efeito das bombas, enquanto que outras se tornaram completamente inacessíveis.

Com a independência, a pesar da seca enfrentada, da criação de pequenas indústrias e melhoria da infraestrutura não houve nenhuma preocupação com as questões ambientais, as preocupações concentraram se apenas nas áreas alagadas (bolanhas), que seriam utilizadas no plantio de arroz para subsistência. Neste período começaram as importações e implantação da monocultura do caju.

O fenómeno demográfico trouxe com ele o grande aumento da população que gerou a preocupação por parte dos Governantes na resolução dos problemas imediatos de sobrevivência, como as do aumento da produção agrícola, aumento dos produtos da pesca, material lenhoso. Deixando assim de lado as questões ambientais gerados pelo rápido aumento da população como: o aumento dos pastos, o desmatamento para se produzir lenha e outros.


Fonte: Plano de acção para a biodiversidade na Guiné Bissau.
Disponível em: